Convencida das minhas decisões, tomo o meu Destino nas minhas mãos e claro que sigo por onde quero! Estava convencida disto e de muito mais acerca da minha capacidade de fazer da Vida o que acho melhor. Como uma ideia brilhante que surge e nos faz ver o panorama completo de uma situação, eu soube que estava a tomar uma decisão certeira, afinal eu tinha uma vista privilegiada. E com os olhos percorri toda a cena e decidi!
Esqueci-me de um pequeno pormenor, os olhos só vêem o que a Alma alcança. E a minha Alma, sei-o tão bem, agora, está tolhida, cansada de decisões que são pagas tão caras... fui fechando os olhos à realidade e agora o que vejo tem o filtro da mágoa, da insegurança e do medo. Olho para mim e não me vejo, sei disso, e o mundo, esse, é visto à medida das minhas crenças e dos olhos perdidos de quem não acredita em si mesma. Achas que é severo o que te digo? Pois, deixa-me confessar que é muito mais implacável sentir o mundo assim.
Se fui eu que te construí, então chamo-te azar. Construí um azar em que os erros se pagam a peso de muita lágrima, injustiça, um caminho em que a maldade e falta de carácter ganham batalhas e sorriem da minha desgraça.
Se foste tu que construíste por mim, então chamo-te Destino. Destino atribulado este que me construíste. Um caminho que começou tão sozinho, perdida em mim, no silêncio acompanhado, será que me fadaste desde cedo este caminho que terei que percorrer sozinha até mim? Um caminho de um passo à frente e dois atrás.
Mas se a Vida é uma mistura daquilo que construímos e que constroem para nós, então chamo-te Sorte! Sim, assim, como estou: destroçada, magoada, desmoronada e de olhos inchados de tanto chorar. É nesta lástima que te chamo Sorte! Porque vou apanhar os cacos e reconstruir, porque cicatrizes são para mostrar com o orgulho de quem vive uma Vida cheia e porque mesmo quando acho que não tenho mais forças para aguentar nem mais uma dor, descubro que sou uma Guerreira. E, miúda teimosa que eu sou, acredito que um dia a felicidade vem para ficar.
Com Alma.
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