Esta carta anda para aqui a passear nos meus pensamentos há dias. É como quando andamos a preparar uma conversa no silêncio dos nossos pensamentos até ao dia do frente a frente.
Hoje escrevo-te e ontem fiz-te!
Acordei de manhã na ânsia de que a noite tivesse levado com ela os acontecimentos dos últimos dias. Tal como um relâmpago em tempo de tempestade fui acordada pela dura realidade desarrumada da minha cabeça. Na impossibilidade de arrumar a minha cabeça resolvi optar por ti: uma arrumação profundo da minha casa.
Daquelas arrumações em que deitamos todo o lixo fora, aquelas coisinhas que guardamos não sabemos muito bem porquê... um dia pode dar jeito! e as recordações disto e daquilo, como se pudéssemos eternizar o passado em objectos ou como se o passar as mãos e os olhos pelas coisas que guardamos nos trouxesse de volta a felicidade de dias vividos, a esperança da juventude, ou o milagre de tudo o que foi sonhado se pudesse concretizar ao pegar naqueles objectos. Sei bem que não e o desapego das coisas cresceu em mim e decidi limpar a casa. deitei tudo o que era apegos despropositados e coisas desnecessárias fora.
Cada vez que pegava em sacos cheios e os levava para o lixo, o caminho era feito com uma sensação de alívio, sentia a casa a ficar leve.
No final do dia, cansada, olhei para a casa. Estava diferente, mais leve, com mais espaço, respirava-se melhor, os olhos ampliavam a limpeza até esta chegar ao meu coração.
Pois, o meu coração... esse continuava pequenino, atrofiado nas angústias, aquelas que não conseguimos deitar para o lixo. Respirei fundo, e sim o peso continuava cá, não cabia num saco do supermercado mais próximo. E a cabeça, essa continuava desarrumada, cheia de recordações e coisinhas que um dia descobrirei para que servem.
Mas não pensem que esta carta é para vos dizer que não serviram para nada. Pelo contrário, foi o primeiro passo de um caminho que não desisto de percorrer. A casa está arrumada, e eu estou, agora, preparada para a arrumação profunda do meu Eu.
Não dá para ser num dia. Há coisas que terei que arrumar, porque são lições que ficam para o futuro, há magoas que deitarei fora, inseguranças que vão directamente para o lixo, e medos que vou reciclar e transformar em força e vontade para Viver.
Para já gosto de entrar em casa e sentir-me acolhida nesta nova realidade que vou construir.
Com Alma.
Hoje escrevo-te e ontem fiz-te!
Acordei de manhã na ânsia de que a noite tivesse levado com ela os acontecimentos dos últimos dias. Tal como um relâmpago em tempo de tempestade fui acordada pela dura realidade desarrumada da minha cabeça. Na impossibilidade de arrumar a minha cabeça resolvi optar por ti: uma arrumação profundo da minha casa.
Daquelas arrumações em que deitamos todo o lixo fora, aquelas coisinhas que guardamos não sabemos muito bem porquê... um dia pode dar jeito! e as recordações disto e daquilo, como se pudéssemos eternizar o passado em objectos ou como se o passar as mãos e os olhos pelas coisas que guardamos nos trouxesse de volta a felicidade de dias vividos, a esperança da juventude, ou o milagre de tudo o que foi sonhado se pudesse concretizar ao pegar naqueles objectos. Sei bem que não e o desapego das coisas cresceu em mim e decidi limpar a casa. deitei tudo o que era apegos despropositados e coisas desnecessárias fora.
Cada vez que pegava em sacos cheios e os levava para o lixo, o caminho era feito com uma sensação de alívio, sentia a casa a ficar leve.
No final do dia, cansada, olhei para a casa. Estava diferente, mais leve, com mais espaço, respirava-se melhor, os olhos ampliavam a limpeza até esta chegar ao meu coração.
Pois, o meu coração... esse continuava pequenino, atrofiado nas angústias, aquelas que não conseguimos deitar para o lixo. Respirei fundo, e sim o peso continuava cá, não cabia num saco do supermercado mais próximo. E a cabeça, essa continuava desarrumada, cheia de recordações e coisinhas que um dia descobrirei para que servem.
Mas não pensem que esta carta é para vos dizer que não serviram para nada. Pelo contrário, foi o primeiro passo de um caminho que não desisto de percorrer. A casa está arrumada, e eu estou, agora, preparada para a arrumação profunda do meu Eu.
Não dá para ser num dia. Há coisas que terei que arrumar, porque são lições que ficam para o futuro, há magoas que deitarei fora, inseguranças que vão directamente para o lixo, e medos que vou reciclar e transformar em força e vontade para Viver.
Para já gosto de entrar em casa e sentir-me acolhida nesta nova realidade que vou construir.
Com Alma.
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