domingo, 26 de junho de 2011

Carta ao Amor


Todos devíamos nascer do amor que dois seres sentem um pelo outro, mas nem todos somos filhos desse Amor. Por vezes, somos meramente um acontecimento único, um verdadeiro milagre da Vida e somos, sem sombra de dúvidas, filhos do Amor que temos à Vida!

A mim conheces-me bem, sou aquela que desde cedo amou-te e acolheu-te na Alma e no Corpo. Os meus cinco sentidos absorveram-te e deixei de lado a razão. Vejo, oiço, saboreio e sinto com o coração. E a Vida não achou piada a esta minha decisão e são muitos os dias em que me chama à razão. Em vão... digo-te que em vão! Porque é intrínseco em mim esta forma de Ser.


Porque insisto em Ser Amor? Simples... tão simples... pequenina na praia, mergulhei no frio do Mar, ao vir ao de cima o Sol aqueceu-me a face... foi a primeira vez que chorei de alegria e aprendi que as coisas simples são motivo que chegue para sorrir à Vida! E mesmo nas perdas, nas guerras que ainda insisto em combater, aceito a lição e Amo a mulher guerreira que em cada batalha construo.

Hoje, foi um dia que não foi dia,  foi batalha. Conheço bem estes dias e a razão gritou comigo e o desespero sacudiu-me e eu chorei... mas tu chegaste e limpaste-me as lágrimas e segredaste à minha Alma: olha para ti... é só mais uma batalha à medida da tua força... Fechei os olhos, respirei fundo, larguei o desespero e calei  a razão... Enchi-me de Amor e aqui estou!


Com Alma...

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