Carta a ti... ainda...
Estou aqui deste lado a olhar para ti... ainda há partes de mim que se lembram das partes de ti que amei... por segundos percebo que, numa parte qualquer de mim, amar-te-ei sempre pelo tesouro que deixas na minha vida... por minutos percebo que o amor é isto, saber deixar de amar... nas horas que desespero estão aqueles minutos em que mostramos o pior de nós e fico perdida por segundos antevendo os dias em que te deixo de amar...
Estou aqui à tua frente a olhar para ti... engulo as lágrimas de quem sofre, escondo as palavras de quem queria que tu acordasses e visses tudo aquilo que podíamos ter sido... hoje disseste-me que viste um arco-íris com todas as cores, respondi-te que, sempre vi as cores todas do arco-íris... metáfora perfeita para nós... vemos o mundo de forma diferente... eu sinto tudo até ao tutano, e tu passeias pelo mundo distraído pela vida...
Estou aqui ainda a olhar para ti, mas tu nem me vês e eu fecho os olhos... rezo para que os dias passem depressa, para que o tempo cure tudo o que consegue curar. Rezo para que, o tempo em que a dor deixa de doer, chegue a tempo. Rezo, porque neste mundo de arco-íris de todas as cores, não consigo mais olhar para ti...
Com Alma...
domingo, 19 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
Carta a ti... novamente...
Entrámos naquele recanto do qual tenho tanto medo. O recanto em que ecoam gritos, acusações caladas demasiado tempo, ofensas de quem já nem se respeita, e como isto me doi.Soa a conhecido, soa a desespero,soa ao fim...
O fim. Não queria vê-lo chegar, mas pressenti a sua chegada, fui ignorando, talvez a esperança de que ele chegasse e partisse sem que deixasse marcas. Ingénua, na minha vida, o fim é sempre mais uma cicatriz.
Confesso-te que acreditei que connosco ia ser diferente, que seríamos sempre amigos. Mais um desengano meu, uma vontade minha de não ver o que sempre foi claro. Ainda acreditava que o amor podia mudar as pessoas. Já não acredito. As pessoas são o que são. E nós sentimos e vivemos o amor de forma diferente. Tão simples. Tão fácil de perceber porque nós nunca poderíamos ser companheiros. Viajamos para destinos diferentes.
A dor. Inunda-me. É maior que eu. Deixei-me encolher ao longo dos meses. Esqueci-me de ser. A dor é assim, preenche o vazio que o desamor deixa. Sinto-a de uma forma quase metódica. É através da dor que sei que a mudança tem que ter lugar. A dor, minha aliada atenta, avisa-me que está na hora do fim.
A espera. Mais uma vez nada será como esperei. Este tempo de espera vai ser vivido neste recanto. E é triste que este seja o nosso fim...
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Carta a ti...
quase 2 anos sem escrever, aqui. Continuei sempre a escrever dentro de mim. Monólogos interiores quando ninguém no exterior nos ouve. E outras cartas foram faladas, cara a cara, na procura de um diálogo entre duas pessoas que se amam. A minha procura incessante de ter ao meu lado o companheiro com o qual as palavras serão libertadoras. A verdade, o conhecer a pessoa que está ao nosso lado, desnuda de silêncios pesados, inteira de defeitos assumidos, transparente como os seus fantasmas do passado, a verdade que só poderá existir quando o amor supera medos e expectativas falsas de egos maiores que nós mesmos.
Não entendes, pois não? que no meio das minhas palavras, o que eu quero é só isto: amar alguém verdadeiro, cheio de defeitos e com uma qualidade única, amar-me tal como sou! E eu sou uma mulher de palavras, gosto de conversas, o ouvir, o partilhar, quem somos, o que vivemos, diálogos que levam a silêncios confortáveis, porque lemos a Alma nos olhos de quem conhecemos bem.
Mas eu não te conheço, o teu silêncio pesa-me, o vazio do teu olhar assusta-me, vais para um lugar que não sei qual é, e deixas-me, aqui, com as minhas palavras soltas, sem um colo para as acolher. E se eu insisti em oferecer-te palavras, partilhas, sentires, vivências, se eu insisti para que soubesses todos os meus sonhos, os meus projectos, as minhas crenças, os meus pesadelos, os meus medos, as minhas palavras, se eu insisti em dar-te o meu eu, o meu corpo, a minha alma. Insisti até ao dia em que insisti um pouco menos, até ao dia em que deixei a conversa para mais tarde, até ao dia em que pensei que não valia a pena insistir mais. Foram tantos dias que se juntaram aos dias em que voltava a insistir até hoje. Hoje, dia da última conversa, sei que não acreditas, tantas vezes disse que não falaria mais .. Sabes qual é a diferença? É que hoje decidi escrever-te uma carta. Porque já não preciso que me oiças, nem tão pouco que me leias... estas são cartas de alma, cartas que escrevo porque não sei guardar palavras dentro de mim.
Sempre senti isto, que o peso da dor fica mais leve quando partilhado e hoje percebo que tenho ainda muito para te dizer, só que hoje percebi que já não quero mais falar contigo, porque o teu silêncio afastou as minhas palavras e por hoje é esta a carta que te escrevo. É um dia triste hoje. É o dia em que desisti, hoje é esse dia. E tu nem percebeste que dia é hoje. Hoje é o dia em que vou deitar-me ao teu lado, vazia de palavras, porque hoje é a noite em que dormiremos um ao lado do outro e eu longe de ti dormirei. É uma noite triste hoje.
E amanhã escreverei-te outra carta...
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